sábado, 8 de julho de 2017

À GAIA UM SALVE

Chapada dos Veadeiros - GO / fevereiro de 2017
A brisa leva que ímpeto se torna um vento frio, anuncia a chuva de março que vem forte e imponente. Enche os rios, dá volume as quedas. Gaia, ciclo eterno de algo grande e basilar. 

Não há palavras que descrevam, nem tintas o bastante que me permitam expressar o que é estar presente diante desse lugar. A Chapada dos Veadeiros eleva a alma a altos níveis fazendo o homem tão pequeno. Nessa contradição lógica, a própria mente não dá conta de explicar o que se sente ao mergulhar nas águas das quedas do Rio Preto. Grande rio, leva o corpo e a mente. Banho de cachoeira é pouco; é banho de consciência.







segunda-feira, 13 de março de 2017

SÃO JORGE É NÓS

Em tão, tão, tão distante daqui, existe amor e materialização de um estado-espaço talvez um dia imaginado. É terra de cachoeiras, encantos e carnaval. Cor e aromas. É de solo avermelhado e te leva a uma revelação viva de Gaia. À noite, incontáveis estrelas em suas mais variadas constelações te dão boa noite e zelam pelo seu sono, até que os mais puros cantos dos pássaros vêm te dar um bom dia.

Gratidão, São Jorge por essa lugar.

Vila de São Jorge - Góias




domingo, 4 de dezembro de 2016

1968


Quanta juventude cabe no planalto central do seu país? 


No espelho d'água, toda incerteza juvenil se esvaía e era lavada, posta pra fora pra que a vontade de gritar e brigar aparecesse. "O mundo jaz do maligno": fora Temer; e, mesmo lendo um bom livro de história, nunca se pôde imaginar que se viveria o que antes se viveu. É cavalaria seguindo a bandeira vermelha. É spray apimentado cegando a esperança. Quem irá nos defender? Estudantada confusa, por favor não corra; pega teu desespero e transforma seu ódio em força pra chutar essa bomba de volta ao remetente. Vai que é tua, vai que dá. E de vinagre em vinagre, a gente consegue respirar e ter luta, porque Brasília fede a lacrimogênio;

porque 2016 também é 1968.

Brasília - 29/11/16

sábado, 12 de novembro de 2016

DO QUE SERÁ FEITO O AMANHÃ?

Museu do Amanhã, RJ

Do que será que é feito o amanhã? Incerteza? Inconstância? Tempo? Espaço? Certamente é construído com a latente ansiedade de desvendar o não sabido, não por curiosidade, mas por medo de não se tornar aquilo que se teme não ser. Espelho do presente? Talvez reincidência de um determinado passado, ato acabado, já acontecido. Talvez não traga nada de novo, não seja feito de originalidades. 

Como será o amanhã? 

domingo, 21 de agosto de 2016

A SAUDADE É SALVADOR



Diversificada e sempre surpreende, Salvador é capaz de sensibilizar a retina, pintando um auto-retrato de suas cores, povo e axé. Combinada com sua história, suas vistas sonorizam os mais belos e contrastantes sentidos; do medo a excitação, da comoção a reflexão. Refletida em sua gente, sem pressa a vida passa por ela. É como, na verdade, não passasse tempo algum.

Reflexo da ansiedade de querer voltar e da certeza que em breve o fará.