domingo, 4 de dezembro de 2016

1968


Quanta juventude cabe no planalto central do seu país? 


No espelho d'água, toda incerteza juvenil se esvaía e era lavada, posta pra fora pra que a vontade de gritar e brigar aparecesse. "O mundo jaz do maligno": fora Temer; e, mesmo lendo um bom livro de história, nunca se pôde imaginar que se viveria o que antes se viveu. É cavalaria seguindo a bandeira vermelha. É spray apimentado cegando a esperança. Quem irá nos defender? Estudantada confusa, por favor não corra; pega teu desespero e transforma seu ódio em força pra chutar essa bomba de volta ao remetente. Vai que é tua, vai que dá. E de vinagre em vinagre, a gente consegue respirar e ter luta, porque Brasília fede a lacrimogênio;

porque 2016 também é 1968.

Brasília - 29/11/16

sábado, 12 de novembro de 2016

DO QUE SERÁ FEITO O AMANHÃ?

Museu do Amanhã, RJ

Do que será que é feito o amanhã? Incerteza? Inconstância? Tempo? Espaço? Certamente é construído com a latente ansiedade de desvendar o não sabido, não por curiosidade, mas por medo de não se tornar aquilo que se teme não ser. Espelho do presente? Talvez reincidência de um determinado passado, ato acabado, já acontecido. Talvez não traga nada de novo, não seja feito de originalidades. 

Como será o amanhã? 

domingo, 21 de agosto de 2016

A SAUDADE É SALVADOR



Diversificada e sempre surpreende, Salvador é capaz de sensibilizar a retina, pintando um auto-retrato de suas cores, povo e axé. Combinada com sua história, suas vistas sonorizam os mais belos e contrastantes sentidos; do medo a excitação, da comoção a reflexão. Refletida em sua gente, sem pressa a vida passa por ela. É como, na verdade, não passasse tempo algum.

Reflexo da ansiedade de querer voltar e da certeza que em breve o fará.